12.28.2006

Pequeno Glossário

Ás vezes ouvia cada "palavrão espiritual" que em vez de me exclarecer só me confundia mais. Então resolvi dar inicio a um pequeno glossário, que irá sendo trabalhado, sempre que for oportuno e até aceito que me mandem sugestões de palavras ou conceitos que possam parecer confusos. Eu investigo e depois publico....
Aqui têm um embrião de algumas palavras ou conceitos...

Glossário

Arquétipo – (grego arché antigo), é o primeiro modelo de alguma coisa. Na filosofia analítica significa a forma imaterial à qual os fenómenos psíquicos tendem a se moldar.

Aura – Do latim aura; sopro de ar. Halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico, e que reflecte energeticamente o que o individuo pensa, sente e vivência no seu mundo íntimo.

Chama Trina – Parecida com a flor-de-lis, é formada por três plumas, pétalas ou línguas de fogo: a azul corresponde ao Poder de Deus (o Pai), a amarela à sabedoria de Deus ( a Mente de Deus) e a cor-de-rosa ao Seu Amor (ou seja o Espírito Santo). É a Chama do Cristo, a manifestação do Fogo Sagrado, que por sua vez é a centelha da vida ancorado no coração de todo o Homem.

Carma – Lei espiritual causa e efeito. “o que semeias colherás”. A crença no carma é paralela à crença da reencarnação e na evolução pessoal progressiva Tende-se a identificar carma com limitações simbólicas que têm de ser resolvidas durante determinado período de vida.

Chakra – A palavra chakrum vem do sânscrito e significa roda. Na verdade, Chakrum é a forma singular e chakra a plural mas no ocidente é comum se dizer “um chakra” e vários “Chakras”. Vistos por meio de clarividência, eles parecem rodas de luz e de cor que se interpenetram afectando e sendo afectados pelo corpo físico. A maioria dos chakras têm ligações com partes especificas do sistema glandular, eles poderiam portanto ser descritos como glândulas subtis. São sete os principais (Base, Sexual, Plexo Solar, Cardíaco, Garganta, Terceira Visão e Coronário) havendo outros ao longo de todo o corpo físico e restantes corpos supra-fisicos.

Corpo Físico – É o mais denso dos corpos inferiores do Homem. Corresponde ao elemento Terra.

Corpo Etérico – Onde estão guardadas todas as memórias de vidas.

Corpo Astral/Emocional – Corpo ilusório feito de sentimentos, também chamado corpo dos desejos. Corresponde ao elemento água.

Corpo Mental – É o veiculo de manifestação pela qual a consciência manifesta-se usando os atributos da inteligência (intelecto, intuição, memória e imaginação, etc). Corresponde ao elemento ar.

Corpo Espiritual – Favorece o acesso a níveis subtis do Ser. Associado ao chakra da garganta, é neste corpo que se pode ter acesso e ver as entidades extra físicas.

Corpo Nirvanico – Associado ao chakra da terceira visão. É o corpo que proporciona consciencialização e plenitude ao Ser como também o salto entre a mente inferior e superior.

Corpo Mental cósmico – Associado ao chakra da coroa, liga o Ser às realidades superiores.

Dharma – Ensinamento. Dever. Dons. Oposto ao carma.

Ego – O complexo central no campo consciente.

Forma de Pensamento – É uma projecção de um pensamento que parte de uma vontade intrínseca do Homem. A forma é a materialização dessa projecção.

Hierarquia – Do grego hierarchía quer dizer graduação de autoridade. Do ponto de vista espiritual é quem está acima do Homem cabendo-lhe a sua direcção e doutrinação.

Ilusão - Adquirida a cada encarnação, onde os valores momentâneos, muitas vezes se sobrepõem à energia vital e divina, que cada ser possui, desconectando-o temporariamente da sua real condição divina. Passando a viver apenas pelos valores falsos e ilusórios do momento.

Interdimensional – É o que se refere às várias dimensões e planos extra-físicos.

Mantra – Imagem simbólica circular que é usado como ponto focal de meditação.

Mara – Forma, matéria.

Maya – Ilusão, o mundo fenomenico tal como percebido através do véu da ignorância.

Médium – É o indivíduo que tem a capacidade supranormal de perceber os seres extra físicos e de servir de canal interdimensional para eles se comunicarem com os níveis mais densos.

Mediunidade – O conjunto dos fenómenos parapsíquicos manifestado pelo indivíduo (médium) sob a influência de seres extra físicos.

Mestres Ascensos – Seres que já dominaram a realidade física e que hoje encontram-se nos planos subtis.

Mónada – O que está para além da alma. Unidade simples, indecomponível. Não têm nascimento nem morte.

Persona – “Mascara do actor em latim”. Personalidade do individuo podendo ser consciente ( identificação com mundo externo no caso de se ter um ego fortalecido; identificar-se como médico, artista) ou inconsciente (parte da persona caracterizada por traços e atitudes negativas ou positivas que o ego consciente tende a rejeitar ou ignorar).

Projecção – Processo pela qual determinada qualidade ou característica do próprio indivíduo é percebida, e combatida, em algum objecto ou pessoa exterior.

Registos Akashicos – Registos de vida impressos no corpo etérico.

Roda do Samshara – Roda compulsiva das encarnações.

Umbral – Plano Astral denso.

Desmistificar o Carma

Desmistificar o Carma


Carma é o termo do sânscrito aplicado ao circulo de energia decorrente da interacção entre pessoas. Cada acção envolve uma reacção, e neste caso está implícito a lei da causa e efeito. Todas as nossas acções têm consequências que podem ser positivas e benéficas como negativas e maléficas para nós, dependendo da energia que envolveu essas mesmas acções.
Isto acontece porque normalmente a humanidade está conectada somente com a sua persona ou personalidade, que por sua vez se encontra ligada aos chakras inferiores (Base, Sexual e Plexo Solar). É através destes chakras que a lei da causa e efeito flúi e acontece. É o chamado circuito cármico que é operado através destes corpos inferiores e assim deste modo é desperto as relações de violência, tirania e desarmonia entre as pessoas. Se um filho se relaciona mal com o pai e tenta torna-lhe a vida num inferno, de forma consciente, está a agir pela lei do carma que por sua vez já pode estar a vive-la há já muito tempo. Famílias desavindas, colegas de trabalho, vizinhos que estão constantemente a animizar-se são um reflexo da lei do carma. Só lidamos com as pessoas que temos que lidar e todas elas, com as quais temos problemas, é bem possível que estejamos sob o efeito da lei do carma. Um vínculo cármico pode estar a acontecer há eras de tempo, no entanto só muda os papeis consoante a encarnação.
Só se pode sair da lei do carma e chegar à lei da graça, que por sua vez é aquela em que ficamos entregues aos domínios do nosso Eu Divino, pelo perdão e amor por si e pelo próximo.
Se uma pessoa, for capaz de observar sua animosidade por outra pessoa, têm duas opções, ou vive-a e deixa-se levar por ela aumentando e energia cármica e piorando ainda mais a sua evolução ou tenta requalificá-la.
E o que se entende por requalificar?
É simplesmente uma pessoa manter-se desperta sobre si mesmo, e cada vez que estiver a sentir certos sentimentos de raiva, ódio, vingança por determinada pessoa, terá que tentar desligar-se dos chakras inferiores e conectar-se com os chakras superiores, enchendo e substituindo esses sentimentos por amor e o perdão. Podemos não conseguir fazer à primeira tentativa, mas cabe a nós manter-mos a nossa perseverança e força de vontade para poder permitir que a requalificação aconteça.
As relações normais entre seres humanos estão sempre baseadas em ataque e defesa em que a melhor defesa é o melhor ataque. Existem vários tipos de defesa: a física, dependendo da estrutura de cada um, a mental e a emocional, muito usada nas relações de trabalho e amorosas.
Quando se sai do circuito da causa e efeito ocorre uma eliminação desses comportamentos agressivos, eles deixam de ser necessários para a nossa evolução, sendo que nós permitimos dar o salto consciencial. Atraímos até nós a nossa luz divina e ficamos entregues ás leis superiores onde reina o desapego e o amor incondicional. Vive-se na dualidade mas esta não nos condiciona.
A atenção sobre nós é muito importante para que possamos observar e sentir os sinais que muitas vezes são emitidos ao nível dos nossos vários corpos. Quando estamos perante a tal pessoa que nos faz sentir mal, surgem avisos, como arrepios dores de estômago, frio na barriga, dores de cabeça e sensações desconfortáveis. O que é de lamentar, é a falta de força e coragem por parte das pessoas, de tentarem requalificar essas situações (quando já têm a capacidade para detecta-las). Mais facilmente se entregam a elas do que as requalificam, atraindo assim para as próximas encarnações situações do mesmo género. A tal pessoa com quem se está inimizado, poderá vir como seu filho ou parceiro (a), até que um dia se perceba que o melhor que podemos fazer é aceitar, podendo até não saber ou não ter a mínima ideia do que ocorreu no passado, mas pela vontade de aceitar e perdoar, o vinculo é liberto e a pessoa consegui uma graça para si. O outro pode não perceber nada do que está a ocorrer, mas como a pessoa decidiu transformar-se, a energia inteligente acaba por transformar o outro também, esteja ele receptivo ou não. As suas atitudes não a perturbarão mais visto que a pessoa se desligou daquela energia destrutiva.
Atrevo-me a dizer, que o carma não passa de outra forma ilusória que existe dentro deste universo Mara e Maya, para poder desta forma nos prender à roda do samsara ou roda das encarnações.
O carma não existe, o que existe é luz e amor e ele só tem dito fundamento porque o Homem o tem aceitado em suas vidas. No momento em que a humanidade despertar para uma luz maior observará que o carma foi mais outra arma usada pelas forças que adormeceram e controlam a Terra com o objectivo de prenderem e impedirem o Homem na sua evolução.
Se o que existe é o amor, luz, perdão como pode o carma ter sentido, uma vez que ele prende, limita e denegride a alma nas mais diversas encarnações. Como pode o carma ter sentido numa pessoa que só procura atrair para si a paz e a harmonia? É justo que viva sobre esta lei que se baseia no sofrimento do passado? Só se vive se o quiser, sendo que este tipo de pessoas que não concordam com ele, o que lhes importa é a lei do Dharma ou até para além do Dharma onde somos apenas nós próprios onde já não existe dualidade. É obvio que nenhum de nós é santo e que todos cometemos erros ao longo destas experiências que temos tido na Terra, mas o que tivermos que pagar, pagaremos na própria vida e não precisaremos de carregar com esses fardos para as outras vidas. Mais uma vez está nas nossas mãos tentar ver, aceitar, reflectir sobre as coisas, dentro do mesmo prisma que eles estão habituadas a serem vistas, ou de outra forma.
Enquanto acreditarmos que existe a dívida, o sofrimento e a dor estaremos imersos na lei do carma, contudo se abrirmos nossos corações para uma causa maior veremos o quanto ele nos tem iludido e o quanto temos permitido que isso tenha acontecido.
O que nos prende de seres-mos nós próprios?

12.26.2006

Princípios para um desenvolvimento pessoal e espiritual

“A palavra é o filtro e o que nela se sedimenta é o que resta de melhor”
(Frase usada nos ensinamentos do Budismo-Zen)


A nossa vida actual é um espelho da antiga, o que não quer dizer que tenhamos de sofrer com isso, mas na verdade é o que mais acontece pois a nossa mente está em permanente ligação com o passado. Está sempre a puxar pelo carma e em permanente julgamento e auto-julgamento de si e de tudo o que a rodeia.
Desde que o Homem se levanta até que se deita está em permanente julgamento de tudo e, é tão subtil que ninguém nota. Este é o primeiro principio a ter em conta: Só por hoje não julgues nem auto-julgues.
A mente do Homem, fruto das suas vidas passadas e presentes, encontra-se profundamente desenraizada e padronizada com conceitos limitadores. Simplesmente o Homem não consegue ver para além das coisas. Vive num mundo de opostos (dia/noite, dor/prazer) e é caso para perguntar onde se encontra o paraíso? Sem o pólo negativo ou sem os opostos? Mas se não houvesse noite não se saberia qual o significado do dia. Se não houvesse dor não se tinha qualquer noção do que era o prazer. Como já foi dito, e será abordado ao longo do texto, o problema está nos moldes em como a mente do Homem tem assentado. Ela tudo separa e tudo divide.
Porque é que os opostos não se podem unir?
Comprar e vender são opostos indissociáveis. Não se podia fazer um sem o outro. Apesar de comprar e vender serem acções totalmente diferentes, são por sua vez inseparáveis pois fazem parte do mesmo acontecimento ou seja da transacção comercial.
Apesar dos opostos tudo se unifica. A maioria dos problemas mantêm-se porque nós acreditamos que os opostos se separam e não conseguimos ver a beleza do Criador que tudo une e interliga.
É de salientar, como faz a escritura Hindu Bhagavad Gita que diz que a libertação não é a liberdade em relação ao negativo mas a liberdade completa em relação aos pares:

Satisfeito com a obtenção daquilo que surge por si mesmo.
Passando além dos pares, livre da inveja,
Desprendido do sucesso ou do fracasso,
Mesmo actuando, ele não está preso.
Ele deve ser reconhecido como eternamente livre
Aquele que não detesta nem suplica;
Pois aquele que é livre dos pares;
É facilmente livre dos conflitos.

A verdadeira realidade não tem dualidade. A mente é que a tem separado. A ideia é expressa de uma forma clara num outro texto também de renome que é o Lankavatara Sutra:
“A falsa imaginação ensina que coisas como a luz e a sombra, o comprido e o curto, o branco e o preto são diferentes e devem ser discriminadas; mas elas não são independentes entre sim; são apenas aspectos diferentes da mesma coisa, são termos de relação, não de realidade. As condições da existência não são de carácter mutuamente exclusivo; em essência as coisas não são duas mas uma”.
Quando finalmente nos apercebermos que os opostos afinal são fruto de uma mesma unidade, a discórdia dissolver-se-á em concórdia e as batalhas passarão a ser singelas peças de ballet clássico.
Como relata o Evangelho segundo S. Tomé:
“Eles Lhe disseram: Podemos nós, por ser crianças, entrar no Reino? Jesus lhes disse: Quando fizerdes de dois, um, e quando fizerdes do interior o exterior, e do exterior o interior, e do acima o abaixo, e quando tomardes o macho e a fêmea um só, então entrareis no Reino”.
Todas e quaisquer limitações são puramente ilusões. Mas se todo o limite gera poder tecnológico e politico, gera também alienação e fragmentação porque quando se estabelece limites sobre algo de modo a controlá-lo, acaba-se por separá-lo, e alienamo-nos daquilo que tentamos controlar.
Um outro claro exemplo é de uma visão profundamente budista mas que realça claramente o que tem estado a ser aplicado: Quando as aparências e os nomes são postos de lado aquilo o que fica é a natureza verdadeira e essencial das coisas. O vazio que afirma a realidade é desprovedora de pensamentos e coisas. Quando o budista diz que a realidade é vazia ela é vazia de limites.
Observem o corpo físico: Temos duas mãos, dois braços, dois pés e duas pernas assim como dois olhos, duas orelhas e se repararmos todas estas partes do corpo humano são diferentes entre si no entanto fazem parte da mesma unidade.
Uma das maiores dificuldades da mente humana é viver o momento presente. A nossa mente está em permanente auto-julgamento e julgamento, a culpabilizar-se uma vez que está em permanente conexão com o passado e se não é desta forma é porque ela se encontra com ansiedade e deste modo está conectada com o futuro. Para que a mente possa estar conectada com o presente, e a viver o momento presente, tem que se esvaziar de tudo o que é conceitos, crenças, dogmas, elogios, dor, prazer. Através da auto analise diária, da meditação activa sobre si mesmo sem juízos de valor é que ela irá conseguir se desprover de todas estas limitações. Conseguirá assim, sem esforço, manter-se centrada permitindo alcançar a paz de espírito tornado a vida numa arte em Saber viver. A maior parte das mentes que vibram no passado estão a pôr o Ser em perigo, deste modo ficam só se conectando com seu carma e desta forma só estão a puxar o sofrimento, a dor e a angustia. O Homem pode ser bom mas enquanto a sua mente estiver a vibrar no passado, estará só a atrair dor. Há que esquecer o passado para que possam parar de atrair sofrimento para as nossas vidas.
No entanto em relação ao sofrimento gostaria de dizer algo sobre ele.
Haverá beleza no sofrimento?
Há muita beleza no sofrimento. Ele é visto como um momento de júbilo uma vez que marca o nascimento da percepção interior. É graças a ele que muitas pessoas conseguem ver para além de. Ele é como um velho amigo que nos bate à porta porque nós o chamamos para que possamos ver algo que de outra forma não estávamos a conseguir ver. Uma vida de limites é uma vida de batalhas, ansiedade, dor, angústia e finalmente morte. Então o sofrimento é o momento inicial do reconhecimento dos falsos limites.
Devíamos interpretá-lo, vivê-lo para depois vivê-lo para além dele. Se não o compreenderemos, ficaremos paralisados no meio dele.
O segundo principio baseia-se em: Ama-te a ti próprio em primeiro lugar para depois amares o outro porque o outro também és tu.
Observem a falta de amor que temos pela vida. Levamos uma vida a tentar escondê-la por detrás da ânsia de querer comprar um carro novo, uma casa nova, conseguir alcançar um novo emprego ou qualquer outro bem material e, depois quando alcançamos e satisfazemos essa ânsia partimos imediatamente para outra coisa para continuar a não querer ver, e especialmente para tentar preencher esse vazio que habita em cada um de nós, chegando mesmo a ser gritante.
Ninguém está bem emocionalmente, daí muitos de nós termos insónias, não dormirmos bem de noite, somos perturbados pelos nossos pensamentos produzidos pela mente durante o dia. Uma mente perturbada, doente, tem mais facilidade em ir, durante a noite, aos chamados mundos umbralinos, do que uma mente sã. E digo-vos que é tão fácil isso acontecer. Todos nós sofremos, por uma grande enorme falta de amor, pela falta de dinheiro, vícios, falta de sexo. Essas mesmas faltas ficam armazenadas no nosso inconsciente, e de noite libertos do corpo vamos até aos mais diversos mundos, como também podemos ir perturbar ou assediar determinada pessoa para satisfazer essas mesmas faltas. E muitos de nós têm uma clara percepção enquanto dormimos, porque vimos e sentimos essas mesmas deslocações.
O amar-se a si próprio não é algo extraordinário, é simplesmente ter consciência do Deus que habita em cada um de nós. Dizer sempre sim a nós próprios em primeiro lugar, não é egoísmo, é iluminação.
Vejamos por exemplo, a falta de cuidado que temos, que chegamos ao ponto de quando não estamos bem fazermos uma terapia (Reiki, Healing etc) a outro só porque na nossa mente está padronizado que dizer que Não é sermos mauzinhos e que isso não pode ser. Acontece que por este excesso de bondade acabamos por ficarmos doentes e cansados com os obsessores e com as dores de quem tratáramos, uma vez que não soubemo-nos amar e respeitar a fragilidade do nosso Ser naquele dia. Quem diz este exemplo diz também outros, a mensagem é mostrar ao leitor os padrões e limitações mentais que sem querer apoderam-se de nós.
O que é que será que quer dizer o principio quando diz que o outro também és tu?
Somos todos divinos, filhos de Deus, feitos à sua imagem. A diferença reside com o que cada um faz a partir disso, ou seja enquanto olharmos para nós com ego, vaidade, medo, e não partimos esse espelho não sermos capazes de ver o Deus no outro e não vendo Deus no outro não vemos Deus em nós mesmos ou sejam não nos amamos. Hoje, muitos de nós queixamo-nos que não encontramos nosso companheiro de alma, que estamos sozinhos, que não podemos mais com a solidão. Mas eu pergunto será que quem realmente sente Deus dentro de si alguma vez se sentirá sozinho, abandonado?
Não quer dizer que não se possa ter um parceiro (a)! Deus não nos fez para vivermos em cavernas isoladas no mundo, embora haja quem escolha isso, mas isso já tem de haver com o livre arbítrio de cada um. Quem se souber manter em Harmonia na vida, procurar atravessar as adversidades com amor, paciência, conseguirá atrair tudo de bom para si até mesmo acordar aquela alma que tanto se procura.
Até pela boca do Ser, aparentemente mais desequilibrado, pode sair uma grande verdade. E porquê? Porque todos somos filhos da mesma essência e a maior dificuldade de hoje em dia reside nos relacionamentos, sejam eles de que tipo. Poucos conseguem ver o Deus no outro e facilmente sobrepõem o ego e a vaidade ao nosso, e ao Deus do outro, ao mínimo atrito. As pessoas que muitos de nós hoje temos à frente são a nossa imagem mais que perfeita.
Pelos nossos medos, bloqueios, limitações, falta de clareza e luz em nossas vidas vivemos a projectar no outro essas mesmas dificuldades. O outro pode estar perfeitamente a revelar-nos as nossas dificuldades mais escondidas, e é tão simples ver isso basta estar atento.
Por exemplo muito homens e mulheres comentam a repugnância que tem em relação aos homossexuais. Embora em suas vidas se tentem comportar de maneira correcta e racional, ficam possuídos de raiva quando vêem um homossexual. Mas de onde vêem este ódio tão profundo que faz pessoas aparentemente correctas ficarem fora de si quando vêem por exemplo um casamento de duas pessoas entre o mesmo sexo? Por estranho que possa parecer estas pessoas não odeiam os homossexuais por eles serem simplesmente homossexuais; mas sim porque vêem neles aquilo que secretamente eles próprios poderiam vir a ser. Não se sentem à vontade com as suas próprias tendências homossexuais naturais, inevitáveis, porem secundárias, e dai projectam-nas.
Retirar as projecções equivale a arrancar um limite e incluir na auto-imagem coisas que pensava ser estranhas como o amor por si próprio. Ao abrir espaço em nós mesmos para uma compreensão e aceitação de todos os nossos potências negativos e positivos, isto é gostar de nós em primeiro lugar, conseguiremos alcançar a harmonia e mudanças que tanto procuramos para as nossas vidas.
O próximo verso, escrito por um anónimo, resume em profundidade o segundo principio:

Olhei, Olhei e vi o seguinte,
Aquilo que pensava ser você
Nada era mais que eu próprio.

O terceiro principio reside em um tarefa que parece muito complicada, mas não deixa de ser muito simples quando observada com paz de espírito, que é amar a Deus sobre todas as coisa e isso implica ver Deus em tudo pois não seria ele Omnipresente, Omnisciente e Omnipotente.
Ver Deus em tudo o que vive, no desabrochar de uma flor, no esvoaçar de um pássaro, num dia de chuva, na admiração de uma paisagem.
Não se trata de só ver Deus em nós e nos outros mas também em tudo. Vê-lo em tudo o que é manifesto e não manifesto. Encarar todos os factos e situações como mensagens de Deus, daquele que tudo sabe que tudo vê, que não julga, que está acima do erro, da mentira, da ilusão e das limitações.
Mas para se conseguir ver Deus em tudo há que primeiro encontrar a paz interior, sem ela dentro de nós não conseguimos nunca entender a mensagem deste terceiro principio.
Muitos mais princípios haveria para falar como por exemplo aqueles que muitos de nós conhecem como sendo os princípios do Reiki: “Ganha a vida honestamente”, “Respeita teus Mestres, tua família”. O importante a reter é que todos eles nos querem passar uma mensagem muito óbvia no que respeita à arte de bem viver que é o que neste momento a Hierarquia mais observa em cada um de nós.
É caso para perguntar qual a missão do Homem?
A resposta é muito simples: a missão do Homem é nascer, bem viver e morrer.
E aqui o que põe cada um a pensar é o que se quer dizer com o Bem Viver?
Antes de mais, por de trás de todos os princípios estão dois pontos de partida que o Homem terá de ter para poder aplicá-los em sua vida, que são a moral e a humildade, para que deste modo se possa chegar ao bem viver.
O bem viver é o renascer a cada momento da nossa vida, é o trabalhar em nós para que nada nos acontece de mal. O bem viver é o que faz com que os obstáculos desapareçam.
Cabe a cada Homem viver a vida honestamente, com alegria como se fosse a sua forma de criança. A forma de criança é muito importante pois o que se está pedir (pela Hierarquia) é que o Homem recupere a sua pureza, a sua leveza que está associado a imagem que se tem das crianças.
Como fazer tudo isto?
É tão simples. As verdades trazem sempre consigo uma enorme simplicidade, não são necessárias grandes equações, engenhos, cálculos para se conseguir chegar ao Cristo interno que cada um de nós trás consigo.
Cada Homem terá que olhar (irá sendo explicado ao longo do livro) para dentro de si, analisar passo a passo cada momento da sua vida para que desta forma possa destruir os padrões que o limitam e que ele teima em carregar consigo. Deste modo o Homem eleva-se e, se cada Homem for fazendo isto é mais uma luz que se acende na Terra. Cada vez que um Ser se propõe a fazer o seu trabalho de análise é mais uma luz que irá brilhar, e graças a esse brilho a Terra conseguirá ascender mais um pouco. O impacto é enorme, visto em termos globais é como se acendesse mais uma lamparina num vale escuro que vai deixado de ser escuro quando um Ser decide elevar o seu padrão consciencial e ver para além de.
O bem viver, implica também manter a vida em Harmonia não importam as situações com que nos debatemos. Como diz a doutrina budista: “Enquanto tivermos corpo atraímos situações”, mas a diferença está na maneira como contornamos essas mesmas situações. Temos duas opções, ou tentar perceber porque é que as atraímos, ou deixar que essas mesmas situações nos comandem a vida, que é o que acontece a muitos de nós quando não dormimos, não comemos, desenraízamo-nos dos nossos processos até deixarmo-nos absorver emocionalmente e psicologicamente por elas. Deixamos de ser nós mesmos e passarmos a ser comandados. Conseguem entender onde quero chegar? Vêem isso na vida? Reparem!
Por muito caótica que esteja a vida (contas para pagar, estar-se desempregado, problemas em casa com os filhos ou parceiro (a) entre tantos outros) a maneira como nós contornamos as situações é que irá fazer toda a diferença e será aquela que Deus mais irá ter em conta. Quando se encontra a paz interior, essa muralha erguida pela força do amor que cada um tem, jamais situação alguma nos poderá abalar. Podemos até dizer que para isso teríamos de ir para alguma montanha no Tibete ou até ingressar numa ordem monástica. Não será necessário nada disso, poderá ser feito na vida diária de cada um de nós.
Este é o verdadeiro significado de se manter curado. É levar uma vida simples, honesta onde se encontrará tempo para tudo como estar com quem se gosta, divertir-se, estudar, meditar, trabalhar, cuidar de si e da casa. É de Saber Viver que se está a falar.

O Mago

Carta do mês de Janeiro






Diante de uma mesa sobre a qual foram colocados os apetrechos da sua arte, está o mago. Uma das mãos erguidas segurando um bastão (em alguns baralhos uma taça), a outra, apontando para baixo. Traz na cabeça um barrete protector, como o dos Reis, cuja, a larga aba forma uma auréola em torno da sua cabeça (forma também o símbolo do infinito). O corpo e os braços formam a letra hebraica Aleph. Ele simboliza a Vontade.
Significado da carta: Vontade, Força de Vontade, Destreza, Energia, Constância, Criatividade, Dedicação aos ideais, Busca do Conhecimento, Espiritualidade. Carta lenta, com possibilidade de rapidez, depende como direccionar a energia (ATENÇÃO APENAS UMA IDEIA).

Invertida: Vontade usada para fins nocivos, Indecisão, Desânimo.

A maior mensagem do Mago é que o Ser aprenda a direccionar da melhor maneira a energia da sua vida uma vez que em algumas cartas o Mago apresenta-se a sair da sua 3ª Visão dois focos de luz em direcção a dois caminhos. De uma forma geral neste mês de janeiro estará à disposição uma energia de abertura dos caminhos seja no ambito da saúde, profissional, amoroso. Ao mesmo tempo que a energia do Mago é dinâmica, criativa, ela também coloca um desafio que reside em as pessoas se centrarem em si mesmas e ponderarem o que fazerem das suas vidas. Obriga a uma introspecção e a uma vida que mereça ser analisada não só de forma prática e quotidiana mas de uma forma mais espiritualizada. È acima de tudo uma energia inovadora, atrativa para quem busca um auto-conhecimento mais aprofundando em si próprio. Conselho final: Aproveite para meditar, criar, inovar, para que mais para o fim do mês possa começar a agir.

Tarot 2

Para que serve?


O Tarot é um poderoso instrumento para o diagnóstico dos males do físico, espírito e emocional. Composto por 78 cartas ilustradas e numeradas que se dividem em Arcanos Maiores (22 cartas) e Arcanos Menores (56 cartas). As cartas emanam a energia da pessoa, servindo ao mesmo tempo como indicador para a própria vida. E, como estamos a falar de uma energia inteligente apenas o que sairá, no que respeita ao passado, presente e futuro e aos vários segmentos que compõem a vida de cada um, dirá respeito aos assuntos que a pessoa tem que lidar com mais ênfase. Pode estar relacionado com o inconsciente do Ser, memórias que ficaram por resolver, como traumas de infância, dificuldade de perdoar algo ou alguém, medos e fobias. De um modo geral são situações que a pessoa não está a lidar da melhor maneira, e que de certa forma dificultam a sua vida, daí precisar da luz das cartas para as resolver. Por vezes, dependendo da mediunidade do profissional ou tarólogo como é mais conhecido, pode ser facultado informações referentes às vidas passadas da pessoa. Muitas são as situações em que a vida de um Ser não consegue ter desenvolvimento porque existem situações que ficaram inconclusivas noutras épocas, e que precisam, acima de tudo, que lhes seja facultada essa consciência. Por exemplo, a nível de relacionamentos entre dois seres, o que há a trabalhar, porque é que se atraiu determinada pessoa, qual a mensagem, o que fazer, porque se dão tão mal.
A magia do Tarot convida-nos a viajar dentro de nós mesmos, e desta forma, tomando consciência de como está a ser direccionada a nossa vida e quais os aspectos e partes que temos que dedicar mais atenção, será mais fácil lidar com a mesma.
O Tarot permanece ainda hoje uma grande fonte de sabedoria para quem possui olhos para ver e ouvidos para escutar a sua linguagem silenciosa e colorida. O Tarot é como uma chave simbólica onde a função é despertar a psique para novas ideias, conceitos, sentimentos. Procura-se trazer luz às consciências entorpecidas pela densidade mental, que por vezes cria véus de tal ordem que não permitem que o Ser tenha qualquer lucidez.

Como Começar?

Qualquer pessoa pode ler as cartas com sucesso. O Tarot não é uma arte reservada a certos seres especiais, mas sim uma ferramenta que pode ser usada das mais diversas maneiras para progredir mentalmente, psicologicamente, espiritualmente, e quem sabe, até prevenir alguns buracos na estrada da vida. A chave para aprender a ler o Tarot é muita prática, muito estudo e confiar na sua própria intuição. Mas, como tudo na vida, tem que se começar por algum lado, e aqui ficam algumas dicas de como arrancar com esta nova jornada:

Adquirir um baralho


Existem imensos baralhos de Tarot no mercado, muitos adequados para principiantes, outros mais avançados. Convém adquirir um baralho que seja comum e popular, pelo simples facto de que a maioria dos livros de Tarot baseiam-se em baralhos populares, sendo assim muito mais fácil aprender. Não é obrigatório cingir-se a um único baralho para o resto da vida, portanto o primeiro baralho deve ser escolhido pela sua universalidade, facilidade de aprendizagem e intuição.
Alguns bons baralhos para começar são o do Tarot Cósmico, Rider-Waite, Visconti, Robin Wood, para citar apenas alguns. Não recomendo o Tarot de Marselha como primeiro baralho, pois para o usar bem é necessário ter boas bases de simbolismo e numerologia. A sua curva de aprendizagem para a maioria das pessoas é alta e pode ser desencorajante. No entanto, há quem tenha começado por este sem problemas.


Já tenho o baralho, e agora?


A melhor maneira de começar é pegar no baralho e dar uma vista de olhos por todas as cartas, para se começar a habituar ao seu peso, textura e imagem. O baralho deverá trazer um pequeno livro branco, que será a sua primeira introdução básica ás cartas do seu baralho. Tente identificar no baralho as 2 grandes divisões: Grandes Arcanos e Pequeno Arcanos, e dentro destes as cartas da Corte. Qual a diferença entre estes tipos de carta? Algumas são numeradas, outras possuem nome, outras palavras-chave. Depende do baralho, mas em todos os Grandes e Pequenos arcanos estão bem identificados, pelo que deverá habituar-se a descobrir rapidamente as diferenças.
Ao mexer nas cartas, aproveite para identificar as que mais atraem o seu olhar. Tome nota destas cartas, pois será com estas que deverá começar o seu estudo. Já que tem que aprender 78 cartas, que comece pelas mais interessantes! Além disso, o baralho poderá estar já a responder a si, pelo que estas cartas poderão já ter algum significado. A melhor maneira de descobrir é pegando no pequeno livro branco, ou noutro livro de significados que trate do seu baralho, e lendo os significados que aí se encontram.


As primeiras cartas...


Já tem algumas cartas que achou mais interessantes... agora resta descobrir porquê! Olhe atentamente para as cartas que colocou de lado, tomando atenção a todos os pormenores. Porque é que esta carta atraiu o seu olhar? Nesta análise visual, veja se descobre pormenores que escaparam ao seu escrutínio inicial. Todos os pormenores são importantes numa carta de Tarot, embora nem todos sejam usados ao mesmo tempo numa leitura.
Agora que já analisou melhor a carta, releia os significados que lhe são atribuídos. Consegue ver na imagem esses significados? Que história conta a imagem da carta? As imagens nas cartas dão pistas para o seu significado, e numa primeira análise já deverá ser possível descortinar esses significados a partir das impressões que a imagem fornece.

O diário


Não se esqueça de tomar notas de tudo: um diário das suas explorações com o Tarot é essencial para a sua aprendizagem, e à medida que vai evoluindo, o seu diário transforma-se no seu livro pessoal de significados, correspondências e muito mais.
Cada vez que a carta lhe lembrar algo, quando notar algum pormenor, assente no seu diário. Escreva tudo o que seja relacionado com o Tarot, pois no seu percurso vai aprender e esquecer tanta coisa que se não tiver tudo escrito, pode perder conhecimento. Tenha também em conta que poderão haver alturas em que vai perder o entusiasmo, e nestas alturas o melhor é voltar atrás e relembrar o que já aprendeu, à procura de novos caminhos.

A primeira análise


Agora que já analisou a sua primeira carta, passe para a carta seguinte que escolheu. Desta vez analise a carta tomando nota das impressões e significados que acha que a carta representa. Pense no que poderá significar a imagem. Que tipo de cores tem? Quantas pessoas tem? Há acção, reacção ou passividade?
Depois de ter uma ideia definida do que acha que a carta representa, pegue no livro e leia os significados que são atribuídos a essa carta. Concorda com estes, ou não têm nada a ver com a sua impressão? O livro acrescenta algo ao significado?
Não deite fora as suas impressões só porque no livro os significados não são os mesmos. Não se esqueça que os livros são impressões do autor, e as suas podem ser diferentes. Tente encontrar pontos em comum, e registe tudo no seu diário.


A leitura diária


Uma óptima maneira de se ir habituando às cartas, de ir estudando aos poucos e de ao mesmo tempo ir já usando o Tarot como ferramenta de divinação, é fazendo uma leitura diária.
Essencialmente, todos os dias deverá baralhar o seu baralho, retirando uma carta que será a carta do dia. Se fizer de manhã, esta carta poderá mostrar em que assuntos terá que focar mais a sua atenção, que pessoas aparecerão naquele dia, no fundo como será o dia. Se tirar a carta à noite, esta fará um resumo do dia que passou. Poderá também tirar à noite e colocar na sua mesa de cabeceira voltada para baixo, só a vendo de manhã.
Registe sempre o que acha que a carta significa, e o que aconteceu durante o dia que poderá ter a haver com a carta. Este exercício serve menos para adivinhar o futuro, e mais para se habituar às cartas e estudá-las pouco a pouco.
Às vezes as cartas são certeiras, outras vezes falam de coisas que não têm nada a ver com o seu dia. Terá que aprender a perceber as suas mensagens. Verá que certas cartas começarão a anunciar determinadas coisas, e à segunda ou terceira vez que aparecem já estará prevenido.

Conclusão


Não force o seu estudo. Este deve ser divertido e estimulante! Leve as coisas no seu ritmo natural, e tente incorporar o Tarot na sua rotina. Invente, experimente, e divirta-se!
É natural que queira experimentar ler para os amigos logo nos primeiros tempos. Isto nunca é aconselhável. Porém, se não se puder conter, faça-o respeitando o baralho e a sua intuição. Lembre-se sempre que o futuro não está escrito. As pessoas têm a possibilidade de alterar o seu caminho. Muitas pessoas acham que as previsões têm um carácter definitivo, e que forçosamente acontecem, o que não é de todo verdade. Se não tiver cuidado e respeito pelo Tarot, este não lhe dirá nada, e poderá ainda assustar e afastar os seus amigos e a si do Tarot, o que seria infeliz.

12.21.2006

Tarot

História do Tarot

Muitas polémicas giram em torno da origem do Tarot. Alguns estudiosos acreditam que foi Thot quem introduziu o Tarot no Egipto. Os egípcios atribuíram a Thot a invenção dos hieróglifos e da linguagem. Ele era também o encarregado de levar as almas dos mortos para o outro lado do rio que separa os mundos. O Tarot sintetizava os princípios e conhecimentos que seriam passados adiante, pois para os antigos egípcios, as letras eram deuses e simbolizavam ideias e os números eram sagrados.No entanto, outros estudiosos atribuem a sua origem ao antigo Oriente, ou seja à Índia e à Pérsia. Há mesmo evidências históricas que as cartas já existiam no século XIV, embora tenha chegado à Europa pela mão dos ciganos procedentes quer da Índia quer do Egipto, por volta do século XV.Eliphas Levi, filósofo e estudioso dos símbolos e padre da Igreja Romana, acreditava que o Tarot era um alfabeto sagrado, e um culto atribuído aos hebreus. Ele encontrou no Tarot a base das ciências, da vida e da cabala. No seu livro “Dogma e Ritual da Alta Magia”, do século XIX, ele relacionou a vinculação entre os Arcanos Maiores e as 22 letras do alfabeto hebraico. Ele teve acesso a manuscritos, de origem desconhecida, que o colocaram em contacto com a tradição gnóstica perdida ou, pelo menos, oculta. Levi percebeu que a Cabala ou Árvore da vida contem 22 caminhos por meios dos quais as “Sphiroths” ou numeração interligam-se. Concluiu que as 22 “Sphiroths”, as 22 letras do alfabeto hebraico e as 22 cartas dos Arcanos Maiores representavam uma unidade para a grande revelação. Ele enuncia:“O Tarot, livro miraculoso, fonte de inspiração de todos os livros sagrados dos povos da antiguidade, é o mais perfeito instrumento de adivinhação. Pode ser usado com total confiança por causa da precisão analógica das suas figuras e números”.Até ao século XVII o baralho do Tarot era usado apenas pelos ciganos, por bruxos e por pessoas consideradas pouco respeitáveis. Caso para se dizer que o que mudou de lá para cá foi época em causa, uma vez que hoje a mente humana quando não sabe e não quer saber põe de lado e rotula o desconhecido.Em 1781, Court de Gébelin, pastor da Igreja Reformista, ocultista e arqueólogo francês, resgatou o Tarot para as elites europeias e editou um livro em nove volumes sob o titulo “O Mundo Primitivo Analisado e Comparado com o Mundo Moderno”. Para Gébelin, a sua origem era egípcia e as suas cartas devem ser encaradas como se um livro de religião e filosofia se tratasse.Papus (1865), ocultista e médico francês dizia que o Tarot sintetizava a sabedoria da antiga Índia e do antigo Egipto. Foi fundador da Ordem Maçónica dos Martinistas e escreveu um livro intitulado: “O Tarot dos boémios”,fez também um baralho sob a inspiração egípcia correspondendo com as letras hebraicas.O primeiro baralho conhecido foi pintado pelo artista Jacquemin Grigonnur em 1392, para a coroa francesa. Deste baralho, apenas são conservadas 17 cartas que estão na Biblioteca Nacional de Paris. Com a entrada do século XV, e com as mudanças na Europa, surge uma série de baralhos, especialmente na Itália.Sigmund Freud, Reich, Jung e Osho foram algumas das personalidades ais actuais que o estudaram e se serviram das suas orientações.

Bem Vindos!

Bem Vindos ao meu Blog. Que seja um espaço de debate, troca de opiniões, exposição de ideias e de alegria. Os temas serão maioritariamente espirituais, haverá também mensagens diárias, cartas do tarot com aconselhamento sobre as mesmas e alguns textos que retratam a minha verdade interna fruto do meu próprio estudo pessoal e da minha própria vivência terraquea e muito muito mais...
Paz e Alegria!
José Maria Amaral