12.28.2006

Desmistificar o Carma

Desmistificar o Carma


Carma é o termo do sânscrito aplicado ao circulo de energia decorrente da interacção entre pessoas. Cada acção envolve uma reacção, e neste caso está implícito a lei da causa e efeito. Todas as nossas acções têm consequências que podem ser positivas e benéficas como negativas e maléficas para nós, dependendo da energia que envolveu essas mesmas acções.
Isto acontece porque normalmente a humanidade está conectada somente com a sua persona ou personalidade, que por sua vez se encontra ligada aos chakras inferiores (Base, Sexual e Plexo Solar). É através destes chakras que a lei da causa e efeito flúi e acontece. É o chamado circuito cármico que é operado através destes corpos inferiores e assim deste modo é desperto as relações de violência, tirania e desarmonia entre as pessoas. Se um filho se relaciona mal com o pai e tenta torna-lhe a vida num inferno, de forma consciente, está a agir pela lei do carma que por sua vez já pode estar a vive-la há já muito tempo. Famílias desavindas, colegas de trabalho, vizinhos que estão constantemente a animizar-se são um reflexo da lei do carma. Só lidamos com as pessoas que temos que lidar e todas elas, com as quais temos problemas, é bem possível que estejamos sob o efeito da lei do carma. Um vínculo cármico pode estar a acontecer há eras de tempo, no entanto só muda os papeis consoante a encarnação.
Só se pode sair da lei do carma e chegar à lei da graça, que por sua vez é aquela em que ficamos entregues aos domínios do nosso Eu Divino, pelo perdão e amor por si e pelo próximo.
Se uma pessoa, for capaz de observar sua animosidade por outra pessoa, têm duas opções, ou vive-a e deixa-se levar por ela aumentando e energia cármica e piorando ainda mais a sua evolução ou tenta requalificá-la.
E o que se entende por requalificar?
É simplesmente uma pessoa manter-se desperta sobre si mesmo, e cada vez que estiver a sentir certos sentimentos de raiva, ódio, vingança por determinada pessoa, terá que tentar desligar-se dos chakras inferiores e conectar-se com os chakras superiores, enchendo e substituindo esses sentimentos por amor e o perdão. Podemos não conseguir fazer à primeira tentativa, mas cabe a nós manter-mos a nossa perseverança e força de vontade para poder permitir que a requalificação aconteça.
As relações normais entre seres humanos estão sempre baseadas em ataque e defesa em que a melhor defesa é o melhor ataque. Existem vários tipos de defesa: a física, dependendo da estrutura de cada um, a mental e a emocional, muito usada nas relações de trabalho e amorosas.
Quando se sai do circuito da causa e efeito ocorre uma eliminação desses comportamentos agressivos, eles deixam de ser necessários para a nossa evolução, sendo que nós permitimos dar o salto consciencial. Atraímos até nós a nossa luz divina e ficamos entregues ás leis superiores onde reina o desapego e o amor incondicional. Vive-se na dualidade mas esta não nos condiciona.
A atenção sobre nós é muito importante para que possamos observar e sentir os sinais que muitas vezes são emitidos ao nível dos nossos vários corpos. Quando estamos perante a tal pessoa que nos faz sentir mal, surgem avisos, como arrepios dores de estômago, frio na barriga, dores de cabeça e sensações desconfortáveis. O que é de lamentar, é a falta de força e coragem por parte das pessoas, de tentarem requalificar essas situações (quando já têm a capacidade para detecta-las). Mais facilmente se entregam a elas do que as requalificam, atraindo assim para as próximas encarnações situações do mesmo género. A tal pessoa com quem se está inimizado, poderá vir como seu filho ou parceiro (a), até que um dia se perceba que o melhor que podemos fazer é aceitar, podendo até não saber ou não ter a mínima ideia do que ocorreu no passado, mas pela vontade de aceitar e perdoar, o vinculo é liberto e a pessoa consegui uma graça para si. O outro pode não perceber nada do que está a ocorrer, mas como a pessoa decidiu transformar-se, a energia inteligente acaba por transformar o outro também, esteja ele receptivo ou não. As suas atitudes não a perturbarão mais visto que a pessoa se desligou daquela energia destrutiva.
Atrevo-me a dizer, que o carma não passa de outra forma ilusória que existe dentro deste universo Mara e Maya, para poder desta forma nos prender à roda do samsara ou roda das encarnações.
O carma não existe, o que existe é luz e amor e ele só tem dito fundamento porque o Homem o tem aceitado em suas vidas. No momento em que a humanidade despertar para uma luz maior observará que o carma foi mais outra arma usada pelas forças que adormeceram e controlam a Terra com o objectivo de prenderem e impedirem o Homem na sua evolução.
Se o que existe é o amor, luz, perdão como pode o carma ter sentido, uma vez que ele prende, limita e denegride a alma nas mais diversas encarnações. Como pode o carma ter sentido numa pessoa que só procura atrair para si a paz e a harmonia? É justo que viva sobre esta lei que se baseia no sofrimento do passado? Só se vive se o quiser, sendo que este tipo de pessoas que não concordam com ele, o que lhes importa é a lei do Dharma ou até para além do Dharma onde somos apenas nós próprios onde já não existe dualidade. É obvio que nenhum de nós é santo e que todos cometemos erros ao longo destas experiências que temos tido na Terra, mas o que tivermos que pagar, pagaremos na própria vida e não precisaremos de carregar com esses fardos para as outras vidas. Mais uma vez está nas nossas mãos tentar ver, aceitar, reflectir sobre as coisas, dentro do mesmo prisma que eles estão habituadas a serem vistas, ou de outra forma.
Enquanto acreditarmos que existe a dívida, o sofrimento e a dor estaremos imersos na lei do carma, contudo se abrirmos nossos corações para uma causa maior veremos o quanto ele nos tem iludido e o quanto temos permitido que isso tenha acontecido.
O que nos prende de seres-mos nós próprios?

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