12.26.2006

Tarot 2

Para que serve?


O Tarot é um poderoso instrumento para o diagnóstico dos males do físico, espírito e emocional. Composto por 78 cartas ilustradas e numeradas que se dividem em Arcanos Maiores (22 cartas) e Arcanos Menores (56 cartas). As cartas emanam a energia da pessoa, servindo ao mesmo tempo como indicador para a própria vida. E, como estamos a falar de uma energia inteligente apenas o que sairá, no que respeita ao passado, presente e futuro e aos vários segmentos que compõem a vida de cada um, dirá respeito aos assuntos que a pessoa tem que lidar com mais ênfase. Pode estar relacionado com o inconsciente do Ser, memórias que ficaram por resolver, como traumas de infância, dificuldade de perdoar algo ou alguém, medos e fobias. De um modo geral são situações que a pessoa não está a lidar da melhor maneira, e que de certa forma dificultam a sua vida, daí precisar da luz das cartas para as resolver. Por vezes, dependendo da mediunidade do profissional ou tarólogo como é mais conhecido, pode ser facultado informações referentes às vidas passadas da pessoa. Muitas são as situações em que a vida de um Ser não consegue ter desenvolvimento porque existem situações que ficaram inconclusivas noutras épocas, e que precisam, acima de tudo, que lhes seja facultada essa consciência. Por exemplo, a nível de relacionamentos entre dois seres, o que há a trabalhar, porque é que se atraiu determinada pessoa, qual a mensagem, o que fazer, porque se dão tão mal.
A magia do Tarot convida-nos a viajar dentro de nós mesmos, e desta forma, tomando consciência de como está a ser direccionada a nossa vida e quais os aspectos e partes que temos que dedicar mais atenção, será mais fácil lidar com a mesma.
O Tarot permanece ainda hoje uma grande fonte de sabedoria para quem possui olhos para ver e ouvidos para escutar a sua linguagem silenciosa e colorida. O Tarot é como uma chave simbólica onde a função é despertar a psique para novas ideias, conceitos, sentimentos. Procura-se trazer luz às consciências entorpecidas pela densidade mental, que por vezes cria véus de tal ordem que não permitem que o Ser tenha qualquer lucidez.

Como Começar?

Qualquer pessoa pode ler as cartas com sucesso. O Tarot não é uma arte reservada a certos seres especiais, mas sim uma ferramenta que pode ser usada das mais diversas maneiras para progredir mentalmente, psicologicamente, espiritualmente, e quem sabe, até prevenir alguns buracos na estrada da vida. A chave para aprender a ler o Tarot é muita prática, muito estudo e confiar na sua própria intuição. Mas, como tudo na vida, tem que se começar por algum lado, e aqui ficam algumas dicas de como arrancar com esta nova jornada:

Adquirir um baralho


Existem imensos baralhos de Tarot no mercado, muitos adequados para principiantes, outros mais avançados. Convém adquirir um baralho que seja comum e popular, pelo simples facto de que a maioria dos livros de Tarot baseiam-se em baralhos populares, sendo assim muito mais fácil aprender. Não é obrigatório cingir-se a um único baralho para o resto da vida, portanto o primeiro baralho deve ser escolhido pela sua universalidade, facilidade de aprendizagem e intuição.
Alguns bons baralhos para começar são o do Tarot Cósmico, Rider-Waite, Visconti, Robin Wood, para citar apenas alguns. Não recomendo o Tarot de Marselha como primeiro baralho, pois para o usar bem é necessário ter boas bases de simbolismo e numerologia. A sua curva de aprendizagem para a maioria das pessoas é alta e pode ser desencorajante. No entanto, há quem tenha começado por este sem problemas.


Já tenho o baralho, e agora?


A melhor maneira de começar é pegar no baralho e dar uma vista de olhos por todas as cartas, para se começar a habituar ao seu peso, textura e imagem. O baralho deverá trazer um pequeno livro branco, que será a sua primeira introdução básica ás cartas do seu baralho. Tente identificar no baralho as 2 grandes divisões: Grandes Arcanos e Pequeno Arcanos, e dentro destes as cartas da Corte. Qual a diferença entre estes tipos de carta? Algumas são numeradas, outras possuem nome, outras palavras-chave. Depende do baralho, mas em todos os Grandes e Pequenos arcanos estão bem identificados, pelo que deverá habituar-se a descobrir rapidamente as diferenças.
Ao mexer nas cartas, aproveite para identificar as que mais atraem o seu olhar. Tome nota destas cartas, pois será com estas que deverá começar o seu estudo. Já que tem que aprender 78 cartas, que comece pelas mais interessantes! Além disso, o baralho poderá estar já a responder a si, pelo que estas cartas poderão já ter algum significado. A melhor maneira de descobrir é pegando no pequeno livro branco, ou noutro livro de significados que trate do seu baralho, e lendo os significados que aí se encontram.


As primeiras cartas...


Já tem algumas cartas que achou mais interessantes... agora resta descobrir porquê! Olhe atentamente para as cartas que colocou de lado, tomando atenção a todos os pormenores. Porque é que esta carta atraiu o seu olhar? Nesta análise visual, veja se descobre pormenores que escaparam ao seu escrutínio inicial. Todos os pormenores são importantes numa carta de Tarot, embora nem todos sejam usados ao mesmo tempo numa leitura.
Agora que já analisou melhor a carta, releia os significados que lhe são atribuídos. Consegue ver na imagem esses significados? Que história conta a imagem da carta? As imagens nas cartas dão pistas para o seu significado, e numa primeira análise já deverá ser possível descortinar esses significados a partir das impressões que a imagem fornece.

O diário


Não se esqueça de tomar notas de tudo: um diário das suas explorações com o Tarot é essencial para a sua aprendizagem, e à medida que vai evoluindo, o seu diário transforma-se no seu livro pessoal de significados, correspondências e muito mais.
Cada vez que a carta lhe lembrar algo, quando notar algum pormenor, assente no seu diário. Escreva tudo o que seja relacionado com o Tarot, pois no seu percurso vai aprender e esquecer tanta coisa que se não tiver tudo escrito, pode perder conhecimento. Tenha também em conta que poderão haver alturas em que vai perder o entusiasmo, e nestas alturas o melhor é voltar atrás e relembrar o que já aprendeu, à procura de novos caminhos.

A primeira análise


Agora que já analisou a sua primeira carta, passe para a carta seguinte que escolheu. Desta vez analise a carta tomando nota das impressões e significados que acha que a carta representa. Pense no que poderá significar a imagem. Que tipo de cores tem? Quantas pessoas tem? Há acção, reacção ou passividade?
Depois de ter uma ideia definida do que acha que a carta representa, pegue no livro e leia os significados que são atribuídos a essa carta. Concorda com estes, ou não têm nada a ver com a sua impressão? O livro acrescenta algo ao significado?
Não deite fora as suas impressões só porque no livro os significados não são os mesmos. Não se esqueça que os livros são impressões do autor, e as suas podem ser diferentes. Tente encontrar pontos em comum, e registe tudo no seu diário.


A leitura diária


Uma óptima maneira de se ir habituando às cartas, de ir estudando aos poucos e de ao mesmo tempo ir já usando o Tarot como ferramenta de divinação, é fazendo uma leitura diária.
Essencialmente, todos os dias deverá baralhar o seu baralho, retirando uma carta que será a carta do dia. Se fizer de manhã, esta carta poderá mostrar em que assuntos terá que focar mais a sua atenção, que pessoas aparecerão naquele dia, no fundo como será o dia. Se tirar a carta à noite, esta fará um resumo do dia que passou. Poderá também tirar à noite e colocar na sua mesa de cabeceira voltada para baixo, só a vendo de manhã.
Registe sempre o que acha que a carta significa, e o que aconteceu durante o dia que poderá ter a haver com a carta. Este exercício serve menos para adivinhar o futuro, e mais para se habituar às cartas e estudá-las pouco a pouco.
Às vezes as cartas são certeiras, outras vezes falam de coisas que não têm nada a ver com o seu dia. Terá que aprender a perceber as suas mensagens. Verá que certas cartas começarão a anunciar determinadas coisas, e à segunda ou terceira vez que aparecem já estará prevenido.

Conclusão


Não force o seu estudo. Este deve ser divertido e estimulante! Leve as coisas no seu ritmo natural, e tente incorporar o Tarot na sua rotina. Invente, experimente, e divirta-se!
É natural que queira experimentar ler para os amigos logo nos primeiros tempos. Isto nunca é aconselhável. Porém, se não se puder conter, faça-o respeitando o baralho e a sua intuição. Lembre-se sempre que o futuro não está escrito. As pessoas têm a possibilidade de alterar o seu caminho. Muitas pessoas acham que as previsões têm um carácter definitivo, e que forçosamente acontecem, o que não é de todo verdade. Se não tiver cuidado e respeito pelo Tarot, este não lhe dirá nada, e poderá ainda assustar e afastar os seus amigos e a si do Tarot, o que seria infeliz.

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