12.21.2006

Tarot

História do Tarot

Muitas polémicas giram em torno da origem do Tarot. Alguns estudiosos acreditam que foi Thot quem introduziu o Tarot no Egipto. Os egípcios atribuíram a Thot a invenção dos hieróglifos e da linguagem. Ele era também o encarregado de levar as almas dos mortos para o outro lado do rio que separa os mundos. O Tarot sintetizava os princípios e conhecimentos que seriam passados adiante, pois para os antigos egípcios, as letras eram deuses e simbolizavam ideias e os números eram sagrados.No entanto, outros estudiosos atribuem a sua origem ao antigo Oriente, ou seja à Índia e à Pérsia. Há mesmo evidências históricas que as cartas já existiam no século XIV, embora tenha chegado à Europa pela mão dos ciganos procedentes quer da Índia quer do Egipto, por volta do século XV.Eliphas Levi, filósofo e estudioso dos símbolos e padre da Igreja Romana, acreditava que o Tarot era um alfabeto sagrado, e um culto atribuído aos hebreus. Ele encontrou no Tarot a base das ciências, da vida e da cabala. No seu livro “Dogma e Ritual da Alta Magia”, do século XIX, ele relacionou a vinculação entre os Arcanos Maiores e as 22 letras do alfabeto hebraico. Ele teve acesso a manuscritos, de origem desconhecida, que o colocaram em contacto com a tradição gnóstica perdida ou, pelo menos, oculta. Levi percebeu que a Cabala ou Árvore da vida contem 22 caminhos por meios dos quais as “Sphiroths” ou numeração interligam-se. Concluiu que as 22 “Sphiroths”, as 22 letras do alfabeto hebraico e as 22 cartas dos Arcanos Maiores representavam uma unidade para a grande revelação. Ele enuncia:“O Tarot, livro miraculoso, fonte de inspiração de todos os livros sagrados dos povos da antiguidade, é o mais perfeito instrumento de adivinhação. Pode ser usado com total confiança por causa da precisão analógica das suas figuras e números”.Até ao século XVII o baralho do Tarot era usado apenas pelos ciganos, por bruxos e por pessoas consideradas pouco respeitáveis. Caso para se dizer que o que mudou de lá para cá foi época em causa, uma vez que hoje a mente humana quando não sabe e não quer saber põe de lado e rotula o desconhecido.Em 1781, Court de Gébelin, pastor da Igreja Reformista, ocultista e arqueólogo francês, resgatou o Tarot para as elites europeias e editou um livro em nove volumes sob o titulo “O Mundo Primitivo Analisado e Comparado com o Mundo Moderno”. Para Gébelin, a sua origem era egípcia e as suas cartas devem ser encaradas como se um livro de religião e filosofia se tratasse.Papus (1865), ocultista e médico francês dizia que o Tarot sintetizava a sabedoria da antiga Índia e do antigo Egipto. Foi fundador da Ordem Maçónica dos Martinistas e escreveu um livro intitulado: “O Tarot dos boémios”,fez também um baralho sob a inspiração egípcia correspondendo com as letras hebraicas.O primeiro baralho conhecido foi pintado pelo artista Jacquemin Grigonnur em 1392, para a coroa francesa. Deste baralho, apenas são conservadas 17 cartas que estão na Biblioteca Nacional de Paris. Com a entrada do século XV, e com as mudanças na Europa, surge uma série de baralhos, especialmente na Itália.Sigmund Freud, Reich, Jung e Osho foram algumas das personalidades ais actuais que o estudaram e se serviram das suas orientações.

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