1.05.2007

Amor versus Sexo

Amor versus sexo

“O sexo sem amor é uma experiência vazia”
(Woody Allen)

O Amor é o grande aglutinador, impulso de atracção primária neste sistema; o agente aglutinador em qualquer forma, magnético e atractivo quer se trate de um átomo, Homem ou sistema solar. A qualidade do Amor funciona por intermédio da lei da atracção e consoante a noção e ideia que cada um tem de amor consoante ele ser atómico, humano, planetário, espiritual, solar ou cósmico.
O problema da humanidade em relação ao amor é que se está constantemente a associar o amor igual ao sexo e isto é uma das maiores perturbações que existe na fase da Terra. Durante épocas na Terra a palavra sexo era vista como algo pecaminoso, associado à perversão, despudor, e desvario. Actualmente já não se sabe bem ao que ele está associado.
Hoje em dia existe sexo em tudo, num olhar, numa primeira abordagem, numa conversa telefónica com alguém com quem nunca se falou antes. A mente humana doutrinou a palavra sexo em relação a mil coisas como o medo, perversão, desejo, aversão. Respira-se sexo, canta-se sexo, come-se sexo. Conscientemente num primeiro encontro que se tenha com alguém pensa-se logo, não se a pessoa tem boa índole ou se faz um trabalho digno para com a sociedade, ou seja, se de certa forma é prestável para o mundo, mas sim se ela é casada (o), namora, e se corre o risco de não ser nada disto é porque já é homossexual. A pessoa que se prepare pois a outra já está a rotulá-la, condená-la, sem que esta se aperceba e possa dizer algo a seu favor.
A palavra banalizou-se por completo e a mente humana contribui fortemente para isso. É caso para perguntar se o amor interessa? Alguém está interessado? Alguém quer sentir e saber o que é?
Felizmente que sim, que existem pessoas que procuram ir um pouco mais além e ter uma vida sexual com amor.
Existem uniões de toda a espécie. Casamentos físicos em que ambos os Seres se unem pelo aspecto meramente físico e acham que é o amor que os une; casamentos emocionais onde a emoção predomina baseado no “toma lá da cá” e à mínima contrariedade surge logo o divórcio sendo que a falta de tolerância e paciência das pessoas é na medida do “fast food”. Raramente surgem casamentos mentais mas estes também existem.
Existem também casamentos de um só corpo físico, permanecendo o outro frio e desinteressado, mas sim com corpo emocional atraído e participante. Outras vezes o corpo mental envolve-se e o emocional fica de fora. Raríssimas vezes se encontram as pessoas coordenadas com as três partes da personalidade (física, mental e emocional). Quando isso acontece existe então uma fusão maior. Poucas vezes se consegue ir para além das regência dos chakras da personalidade e tentar passar para a regência dos chakras superiores.
Numa relação puramente sexual a única interacção que existe em termos de chakras é unicamente pela via do chakra raiz. A fusão só acontece por aqui. A relação entre os seres é extremamente básica. Numa relação onde exista amor puro, onde se procure através do contacto mais íntimo, sexual, chegar às dimensões superiores, existe uma interacção entre os centros abaixo do diafragma (base da coluna, centro sacro, plexo solar) e acima do diafragma (coração, garganta, 3visão e centro da cabeça).
Estas duas fusões têm de acontecer, para que realmente o Homem possa elevar-se para além do sexo e deste modo encontrar a união física e espiritual com outro Ser. As energias abaixo do diafragma são elevadas e unidas com as que se encontram acima do diafragma.
Há medida que o Homem procura auto conhecer-se e desenvolver-se, a transfusão dessas energias serão mais rápidas.
A maioria das pessoas vive abaixo do diafragma, e as suas energias estão voltadas para fora, para o mundo material, mas à medida que a humanidade for caminhando na sua etapa evolutiva muita coisa que ainda hoje existe cairá.
O Homem é um Ser sexual e ele terá sempre que partir daqui. Nasceu através de uma união sexual, e ser humano é ser-se sexual, não há como fugir. É certo que nem sempre é fácil falar ou pensar sobre isso uma vez que os condicionalismos externos, na sociedade humana, são muitos e estes por sua vez só atrasam a maneira como as mentes se relacionam em relação ao sexo. Muitas vezes a educação e a religião que nos cerca limita-nos na forma de pensar, sentir e estar no mundo. A repressão é enorme, começa desde criança, e a dificuldade de falar sobre o assunto, origina em muitos de nós disfunções e anomalias mentais, que faz com que a matéria negra aproveite-se disso e a pornografia e afins prepondere em nossas sociedades, estejam sempre presentes em nossas vidas. Funciona como um vicio, pela fraqueza humana e falta de identidade e amor faz com que o Homem fique aprisionado.
Num mundo futuro onde a energia e toda a matéria ficarão mais subtis estes fragmentos sombra cairão. À medida que as consciências evoluírem o sexo passará a ser vivido com amor e a fusão das energias inferiores com as superiores ocorrerá mais facilmente. A obsessão que se vive nas sociedades actuais é fruto de uma cultura agressiva, vazia de luz, apenas com a realidade física como pano de fundo.
Quando alguém mantêm relações puramente sexuais com outra pessoa apenas por satisfação dos seus desejos e ímpetos carnais, está também a ter relações com todas as pessoas com quem essa pessoa se tenha envolvido no passado. Está a misturar-se com o carma de todos esses seres. Isto é uma das causas mais sérias da poluição mental e emocional que hoje em dia padecem os seres. A base está mais uma vez numa profunda falta de amor que cada um tem por si mesmo. Se, se compreender que tudo é energia e que todos nós somos energia, cada um com suas impressões particulares, poderemos começar a cuidar-nos e protegermos usando assim uma mestria e sabedoria maior.
O amor que nós estamos habituados desde que nascemos é o do dar e receber, é o que se chama de amor emocional e nunca incondicional que dá sem esperar nada em troca.
Nada como recordar a oração de S. Francisco de Assis:
Senhor fazei de mim um instrumento da vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia; que eu leve a união;
Onde houver duvida, que eu leva a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz;

Senhor
Fazei que eu procure mais;
Consolar que ser consolado,
Compreender que ser compreendido,
Amar que ser amado.

Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se ressuscita para a Vida Eterna.

É necessário que o Homem nasça de novo para entrar no reino dos céus. Toda uma mentalidade em relação a amor e ao sexo terá que mudar. Enquanto o Homem vibrar somente ao nível da personalidade em que o único objectivo é satisfazer os seus interesses egoístas e ambições pessoais o amor será igual ao sexo. Felizmente o Cristo interno está a despertar em muitos de nós o que resulta numa divinização maior do Amor na Terra.

1 Comments:

Anonymous Mané said...

Isto é verdade, mas também é verdade que quando duas pessoas se encontram e o amor e carinho está presente, o seu corpo de luz aumenta.
Bjs
Mané

11:44:00 da manhã  

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