2.03.2007

O Aborto

O Aborto

Aproveitando as circunstâncias actuais, apraz-me a mim falar um pouco sobre o que sinto em relação a este assunto. Tudo o que vier a expor aqui, será apenas a minha verdade construída e elaborada dentro do meu próprio Ser interno. Não pretendo mudar opiniões, nem fazer com que acreditem na minha, orquestrar grandes dissertações há cerca do assunto, ou ir até aos pormenores. Mas sim, apenas, explanar aquilo que sinto sobre um ponto de vista humano e espiritual.
O assunto parece polémico, mas só o é porque um aglomerado conjunto de mentes converte para o dito assunto massificando-o. Que bom que seria se toda essa força mental fosse usada para, quem sabe, dissertar sobre a paz interna de cada um e a sua própria busca. Até poderíamos fazer um referendo sobre o assunto? Porque não?
Bom, mas uma coisa tenho que admitir que é graças a estas “polémicas”, que por sua vez estão munidas de força capaz de alterar, quem sabe para melhor, o que o Homem criou até então (leis, normas obsoletas, padrões, conceitos, preconceitos), que se consegue com que ocorram mudanças.
Não querendo entrar em detalhes, eu, Adam Humano, também sou levado a pensar sobre estes assuntos, embora não fique à espera que eles se tornem polémicos. Acima de tudo, sobre o ponto de vista humano eu defendo a democratização, ou seja a plena liberdade de escolha, neste caso da mulher. Uma alma que escolheu encarnar sobre a veste de uma mulher, com energia divina, espiritual e humana. Limitada ou não pelo corpo, não quer dizer que não lhe pertença, que não seja a sua casa – a casa da alma. Vendo as coisas de forma simples, quem gostaria que alguém entrasse por sua casa e começasse a ditar regras, leis, obrigatoriedades de forma aleatória e desumana? “Cada um sabe de si e Deus de todos” – não desprezemos a sabedoria popular uma vez que elas são muitas vezes a própria pedra filosofal. Não desprezemos a Alma Humana, ela sabe o que faz, ela sabe o QUE SENTE. Quem é quem para julgar o outro, quem não cometeu o pecado que atire a primeira pedra.
Se, se mata ou não o feto, se, se vai preso às dez semanas e um dia. Mas o que é isto? De que é que estamos a falar? Estará o Homem a querer defender a vida humana quando tem sido ele o maior causador da sua ruína.
Senhores e Senhoras, Homens e Mulheres, Pessoas, Cidadãos desta casa planetária de que é que estamos a falar realmente? Querem passar a imagem de profundidade mas eu só vejo barcos à devirá. Concordo que estamos todos a aprender e que é necessário organização para que todos possamos viver em conjunto, mas que essa ordem Tenha ORDEM.
Do ponto de vista espiritual acredito, acima de tudo na sabedoria divina, Acredito pois, que se algum Ser tem que desaparecer no 2, 3, 4mês de gestação, ou à nascença ou durante a vida (que é o que nos acontece a todos) é porque assim tem que ser. O que é o nascimento? O que é a morte? Para mim são portas de entrada para esta casa planetária, no qual compete a cada um permanecer o tempo determinado, por si, para que possa evoluir (tendo como base sempre o aprendizado e crescimento humano e espiritual que cada um se compromete, claro que existem excepções). Quando falo em crescimento, evolução refiro-me ao nível consciencial.
Será o tempo igual para todos os Seres? Um minuto para um formiga (um ser vivo, gostando-se ou não) pode equivaler a 60 anos para um ser humano. Ou não será? Tudo depende do que se vem cá fazer.
Gosto de aprofundar as coisas e tentar não vê-las somente sobre um de vista, imposta ou não. Acredito que analisando de uma forma distante, racional e não emotiva consigo ver um pouco mais para além de.
Se nascemos livres e se somos livres na nossa essência porque nos prendemos?

José Maria Amaral

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