9.25.2007

QuintEssencia!


Sejamos inteligentes, mas com sabedoria, fortes com doçura, verdadeiramente bons no mais elevado grau de pureza que nossos sentidos nos permitirem. Parece difícil não? O que na realidade fazemos sempre parece ter algum tipo de intenção oculta, ou mesmo disfarçada de ingenuidade e modéstia. Será que, conseguiríamos realmente usar de nossas melhores habilidades com verdadeira intenção, desprovida de ego ou qualquer mácula? Seríamos capazes de reconhecer da mesma forma o que existe de melhor no coração humano passando por cima de todos os defeitos, identificações e todas as coisas que personalizam nossa opinião?
Reconhecer no verdadeiro âmago do pensamento mais piedoso a bondade e destinar assim nossas ações com a mesma retidão, extrair de dentro de nós o que há de melhor, vencer nosso ponto de vista e julgamento para simplesmente servir a um propósito maior, encontrar a quintessência do ser.
Quando fazemos um julgamento sobre uma pessoa, sobre sua personalidade, baseamos nossas críticas ou identificação, nas coisas que nos agradam e nas que nos agridem, mas esquecemos que o indivíduo, não é só o que agrada ou o que agride, mas é por inteiro todas as coisas, é integralmente tudo, mas em nossa visão separamos o que nos agrada e desagrada. Mesmo que em verdade o indivíduo não seja nem uma coisa, nem outra, seja apenas uma projeção do que sentimos, ainda assim, parcelamos, dividimos o que queremos e o que não queremos. Não nos fazemos capazes de ir além. Ver somente o que realmente está sendo ignorado e menosprezado; a essência. Sabemos que ela está lá, mas o que mais nos importa é o que fazemos força para criar como obstáculo, àquilo que nos irrita, o que nos faz mal, ou mesmo nos ilude.
Atrás de cada palavra está à verdade. Mesmo a mentira, se faz mentira por existir a verdade, mesmo o medo, se faz medo por querer ocultar o entendimento do que é puro, pois a inexistência é oposto da existência. O que vemos são distorções, o que somos, quer dizer, o como nos permitimos estar, é só um reflexo distorcido do que realmente somos. Em todas as coisas, como sentimentos, pensamentos, palavras e sentidos, em todas as coisas há uma verdade latente que pode e deve ser buscadas, desperta, usada e ampliada. Nenhum sentimento puramente emocional é suficiente ou completo, nenhum pensamento refletido de qualquer circunstância é original, nada é ou está totalmente completo até que seja quebrado.
O que existe entre um número e outro, numa reta, são infinitas frações, assim, esta realidade é só uma das infinitas possibilidades no caminho que vai do nascer ao despertar. A essência fundamental de nossa existência é compreender essas possibilidades e não se ater somente a reta dos números. A essência dos pensamentos, é o poder de pensar, criar e usá-los, e não apenas se conformar com os pensamentos e ser usado por eles. Assim, o amor tem o poder de perdoar, ao invés de apenas querermos senti-lo ou nos conformarmos com a nossa forma de amar. Podemos transformar tudo que temos e tudo que somos em algo muito especial. Vale a pena cada dia, cada instante de desafio onde podemos por à prova nossas melhores capacidades.
Ouvimos falar muitas vezes sobre o sentido da vida, sobre buscar ao longo de toda vida e nunca entender, mas o sentido da vida, do crescer é o sentido que nós mesmos damos. Somos nós que oferecemos um propósito prático, verdadeiro e provido de substância, ou não conseguiremos realmente compreender o sentido maior que só é revelado aos que cursam ao menos metade do caminho oferecendo as respostas. A essência da verdade se manifesta através de linguagens que se encontram, a nossa em nosso proceder reto e a de Deus que vêm de encontro ao nosso proceder.
Cada momento é o momento de permitir a descoberta, se realmente desejamos ser felizes. E lembrar-se, felicidade se conquista, ela não acontece como um momento fugaz, que passa. Esses, são apenas momentos de alegria momentânea, mas que sem a paz alimentada pelo amor, logo se desvanece. Cada momento é um treinamento válido para sentir a substância de que é feita a verdade, termos todas as condições, todos os instrumentos necessários para encontrar e demonstrar o como, na prática, pois a verdade é prática. Do que realmente somos feitos, e como perceberemos que só compreendemos nossa essência se, buscarmos na verdade, que está além das explicações casuais ou elementares e sobre nossos sentidos emocionais, é o que encontraremos no fim da reta..
Façamos valer a pena algo que seja bom, que tenha em si os elementos da paz, do amor, da caridade verdadeira, do conhecimento sem fronteiras ou dogmas, do espírito desatrelado das crenças justificadas e a razão irracional, àquela que apenas procura se manter no controle da situação.
Há uma capacidade absoluta de se fazer o bem, de se manter justo , de estar na paz e fazer a paz, de amar mais do que se é amado e de usar a inteligência com integridade e sabedoria puras. Mas pra tudo isso, é preciso vencer a razão de se estar certo ou achar-se sabedor de qualquer coisa sobre qualquer um, pois pouco ou nada a sabemos sobre nós mesmos. Assim, descobriremos mais sobre nós e sobre o outro, pois o que falará mais alto sempre será a essência, e mais do que isso, a substância da qual nossa essência é feita. Ao nos atrevermos a rasgar os véus das conveniências que criamos e acreditamos, lá atrás, bem lá atrás dos véus, veremos nossa verdadeira imagem brilhando como pura essência divina.


Com amor e bênçãos,
M.Bhagavan

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