1.17.2008

Neste encontro com você penso!

Neste encontro com você penso.
Não me interessa o que você faz para viver. Eu quero saber o que de facto você busca e se é capaz de ousar, sonhar, encontrar as aspirações de seu coração.
Não me interessa a sua idade. Eu quero saber se você será capaz de se transformar em um Todo para pode amar, viver seus sonhos, aventurar-se a estar vivo.
Não me interessa qual o Planeta que está em quadratura com a sua Lua. Eu quero saber se você tocou o centro da sua tristeza, se você tem sido exposto pelas traições da vida, ou se tem-se contorcido e se fechado com medo da próxima dor.
Eu quero saber se você é capaz de se sentar com a dor, a sua e a minha, sem tentar escondê-la, nem melhorá-la.
Eu quero saber se você pode ficar com a alegria, a minha e a sua.
Se você é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase o envolva, até as pontas dos pés e das mãos sem querer nos aconselhar a ser mais cuidadosos, mais realistas, nem nos lembrar as limitações do ser humano.
Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira. Eu quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro consigo mesmo.
Se você é capaz de suportar a acusação da traição e não trair a própria alma. Eu quero saber se você pode ser confiável e verdadeiro. Eu quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o dia não está belo e se pode ligar a sua vida à presença do Grande Espírito.
Eu quero saber se você é capaz de viver com os fracassos, os seus e os meus, e mesmo assim se postar nas margens de um lago e gritar para os reflexos da Lua: "SIM".
Não me interessa onde você mora nem quanto dinheiro você ganha, eu quero saber se é capaz de acordar depois da noite do luto e do desespero, exausto e ferido até à alma, e fazer aquilo que precisa de ser feito.
Não me interessa o que você é e nem mesmo como chegou até aqui. Eu quero saber se você irá postar-se comigo no centro do Fogo e não fugir.
Não me interessa onde e com quem você estudou. Eu quero saber o que o sustenta interiormente quando tudo o mais desabou.
Eu quero saber se você é capaz de ficar só consigo mesmo e se realmente é boa companhia para si, mesmo nos momentos vazios.
Palavras de um chefe indígena a forasteiros que chegavam...

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