1.16.2008

A Virtude Não Tem Qualquer Autoridade!

A Virtude Não Tem Qualquer Autoridade
Poderá a mente estar liberta da autoridade, o que significa estar livre do medo, de modo a que já não seja capaz de seguir? Se assim for, isto põe fim à imitação, a qual se torna mecânica. Afinal, a virtude, a ética não são uma repetição daquilo que é bom. A partir do momento em que se torna mecânica, ela deixa de ser virtude. A virtude é algo que tem de acontecer a cada momento, tal como a humildade. A humildade não pode ser cultivada, e uma mente que não tem humildade não é capaz de aprender. Portanto a virtude não tem qualquer autoridade. A moralidade social não é moralidade nenhuma; é imoral, porque admite a competição, a ganância, a ambição, e portanto a sociedade encoraja a imoralidade. A virtude é algo que transcende a moralidade. Sem virtude, não existe ordem, e a ordem não deve existir de acordo com um padrão, de acordo com uma fórmula. Uma mente que, através da autodisciplina, segue uma fórmula para alcançar a virtude, está a criar para si própria os problemas da imoralidade.
Uma autoridade exterior pretendida pela mente, com excepção da lei, como Deus, como moral, e assim por diante, torna-se destrutiva quando a mente está a tentar compreender o que é a verdadeira virtude. Nós temos a nossa própria autoridade, sob a forma de experiência, de conhecimento, que tentamos seguir. Existe esta constante repetição, a imitação, que todos nós conhecemos. A autoridade psicológica - não a autoridade da lei, do polícia que está a manter a ordem - a autoridade psicológica, que cada um de nós tem, destrói a virtude, porque a virtude é algo vivo, em movimento. Da mesma forma que não podemos cultivar a humildade, o amor, assim também a virtude não pode ser cultivada; e nisso reside uma grande beleza. A virtude não é mecância, e sem a virtude não existem bases para se poder pensar com clareza.

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