2.27.2008

O Véu da Crença!

O Véu da Crença

Vocês acreditam em Deus, e outra pessoa não acredita em Deus, e assim as vossas crenças separam-vos uns dos outros. A crença encontra-se organizada, pelo mundo fora, sob a forma de Hinduísmo, Budismo ou Cristianismo, e deste modo divide um homem do outro. Estamos confusos e achamos que atrás da crença iremos tornar claro o que é confuso; isto é, a crença é sobreposta à confusão, e nós esperamos que com isso a confusão seja dissipada. Mas a crença é uma mera fuga ao facto que é a confusão; ela não nos ajuda a encarar nem compreender o facto, mas apenas a fugirmos da confusão em que nos encontramos. Para compreendermos a confusão não é necessária a crença, e a crença apenas actua como um véu entre nós e os nossos problemas. Assim, a religião, que é a crença organizada, torna-se um meio de fuga ao que é, ao facto que é a confusão. O homem que acredita em Deus, o homem que acredita no além, ou que tem qualquer outra forma de crença, está a fugir à realidade do que ele próprio é. Não conhecem aqueles que acreditam em Deus, que fazem puja, que repetem certos cânticos e mantras, e que nas suas vidas diárias são dominadores, cruéis, ambiciosos, batoteiros, desonestos? Poderão encontrar Deus? Estão realmente à procura de Deus? Será possível encontrar Deus através da repetição de palavras, através da crença? Mas essas pessoas acreditam em Deus, adoram Deus, vão todos os dias ao templo, fazem de tudo para fugirem ao facto que é a realidade do que são - e vocês consideram-nas respeitáveis porque elas são vocês mesmos.

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