4.30.2008

Amor e Sexualidade!

Houve um determinado Mestre búlgaro, Omraam Mikhael Aivanhov, que abordava a questão da Sexualidade duma forma muito original e não punha em causa outros pontos de vista diferentes dos seus sobre esta questão. Nas suas palestras ele utilizava uma linguagem simples (como é apanágio dos Mestres) exprimindo seu pensamento sobre o Amor e o Sexo dizendo que tudo vem da mesma Fonte, de origem divina, mas não raras vezes profanada pelo ser humano que não sabe utilizar a preciosa “energia da vida” que tantas vezes é malbaratada e mal usada por não se ter do sexo uma verdadeira compreensão.
A energia sexual, de resto, é comum a todos os seres e sem ela não haveria seres nenhuns... Por isso até está escrito "amai-vos e multiplicai-vos"...
Pode dizer-se que a energia do Sexo vem do Sol (e do centro da Terra), porquanto todos se sentem mais atraídos uns pelos outros nas épocas em que há mais luz e calor. Nestes períodos começam os rituais de acasalamento dos animais na Natureza e os seres humanos sentem também maior atracção uns pelos outros, com desejos de aproximação, onde a vontade de satisfazer necessidades íntimas é a mesma que os animais mas nestes é apenas para a reprodução. Isto não quer dizer no entanto que haja sempre amor no homem e na mulher que se entregam na volúpia do prazer carnal no acto sexual. Muitas vezes é só apenas para descarregar algumas tensões e relaxar até dormir, como normalmente acontece depois duma relação. Isso também sucede com o porco em cima de porca, hehehe! Isto é sexualidade, o amor é outra coisa! Aliás, neste aspecto muitos humanos não se distinguem dos animais em período de cio, e em muitos casos até se maltratam com algumas fantasias eróticas (chicotadas, algemas, etc.), já não falando dos casos infelizes em que o 'macho' mata a 'fémea' quando se sente traido, ferido em seu orgulho ou amor-próprio, por cenas de ciúme ou infidelidade. Isto nada tem a ver com Amor, é Sexualidade.
A verdade é que a energia do Sexo apesar de ser a mesma que flui por todos os seres com determinada função, ela só se torna em amor nos humanos quando toca simultaneamente em vários pontos: o cérebro (produzindo pensamento ou raciocínio) o plexo solar - zona do coração (produzindo emoção ou sentimento) e nos órgãos sexuais ( produzindo excitação ou atracção pelo sexo oposto). É isto que nos distingue dos animais, pois o Amor não se limita quase exclusivamente a algumas sensações físicas grosseiras de órgãos genitais, mas pode tornar-nos seres superiores se o Sexo for compreendido e praticado com consciência e razão, amor e comunhão.
Efectivamente, todos os seres humanos têm necessidades e desejos sexuais, e dar-lhes satisfação, isso é normal, sobretudo quando se é jovem. A Natureza que tudo previu, entendeu que seria necessário criar essa atracção pelo outro para a propagação da espécie. Se o homem ou a mulher ficassem frios, indiferentes entre si, se deixassem de ter os seus impulsos e instintos, seria o fim da humanidade. É pois a Natureza que impele as criaturas a aproximarem-se fisicamente, pela sexualidade, mas o amor é outra coisa.
Quando muitas pessoas dizem “vamos fazer amor”, estão apenas dizendo que querem sexo e descarregar algumas tensões, por vezes de forma egocêntrica, numa satisfação pessoal dos sentidos, sem que importe muitas vezes se o par está disposto ou não a essa relação. Porém ela até pode acontecer na mesma (com os mesmos abraços, os mesmos beijos, os mesmos gestos), mas a diferença está na direcção das energias que cada um emite, pois o amor e a sexualidade são distintos no plano invisível e não propriamente no plano físico.
As auras de um casal que “faz amor” desse modo, por exemplo, apresentam-se muitas vezes densas, de cores macilentas, com emanações e eflúvios onde predominam o vermelho, mas um vermelho sujo ou cor escarlate (não é por acaso que estas cores são preferidas nos ambiente de boites, ou muito usadas no baton ou roupas das mulheres da prostituição), tudo tendo a ver com o lado mais negativo da sensualidade, da Sexualidade, que é aproveitado por certas criaturas do mundo astral inferior que se regalam com essas energias vitais que os seres humanos produzem ou perdem duma forma irresponsável, sendo vampirizados, por não saberem muitas vezes que estão atraindo para si o ‘inferno’, em vez do ‘céu’, numa íntima relação".

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